Mais de 102 toneladas de cabos de telecomunicações irregulares ou em desuso foram retiradas dos postes de Mato Grosso em 2026. O balanço da Operação Telefone Sem Fio, da Energisa, contabiliza ainda 1.150 quilômetros de fiação. O trabalho já alcançou 57.823 postes em diferentes munícipios de todas as regiões do estado, com 117 mutirões de regularização e 12 operações conjuntas com o poder público.

Durante as fiscalizações, foram emitidas 780 notificações às operadoras de telecomunicações para corrigir instalações fora dos padrões das normas de ocupação da rede.

A capital Cuiabá concentra o maior volume recolhido: 41,2 toneladas. Somadas às retiradas em Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, as ações na região metropolitana chegam a quase 45 toneladas. No interior, Rondonópolis registra 18,4 toneladas, seguida por Barra do Garças, com 10,1 toneladas, e Sinop, com 8 toneladas.

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A retirada de cabos abandonados ou instalados irregularmente libera espaço nos postes, facilita a manutenção e reduz situações de risco, como fios baixos ou soltos sobre ruas e calçadas.

“Um cabo abandonado no poste continua ocupando espaço e pode se soltar, atingir a via e provocar acidentes. A retirada dessas 102 toneladas mostra que o trabalho contínuo tem dado resultado. Também cobramos das operadoras a correção das instalações para que as irregularidades não voltem a se acumular”, afirma Ricardo Dourado, supervisor de Uso Mútuo da Energisa Mato Grosso.

Ao encontrar cabos soltos, mantenha distância

A população não deve tocar, puxar ou tentar retirar fios caídos, mesmo que aparentem ser de telefonia ou internet. A orientação é manter distância e evitar que outras pessoas se aproximem, pois pode haver contato com a rede elétrica.

energisa
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A identificação e a remoção dos cabos devem ser feitas pelas equipes responsáveis, seguindo os procedimentos de segurança. Tentar organizar a fiação por conta própria também oferece risco de acidente.

O compartilhamento dos postes com empresas de telecomunicações é obrigatório, conforme a regulação conjunta da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). À Energisa cabe disponibilizar a estrutura e fiscalizar seu uso. Já as operadoras de telefonia, internet e TV por assinatura são responsáveis por instalar os cabos dentro dos padrões técnicos e manter suas redes em condições adequadas.

FONTE/CRÉDITOS: energisa