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Terça-feira, 16 de Julho de 2024
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PF indicia promoter, DJ, influencer e mais 17; vereador escapa

Todos eles foram alvos da Operação Ragnatela, deflagrada no início do mês passado em Cuiabá

Jeferson Viana
Por Jeferson Viana
PF indicia promoter, DJ, influencer e mais 17; vereador escapa
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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/MT) indiciou o ex-servidor da Câmara de Vereadores de Cuiabá e promotor de eventos Rodrigo Leal, o DJ Everton “Detona”, a influencer Stheffany Xavier e outras 17 pessoas no âmbito da Operação Ragnatela.

Serão instaurados novos inquéritos policiais para que a investigação possa dar continuidade em relação aos demais investigados que até então não foram objeto de indiciamento e não sofreram medidas constritivas de liberdade.

Deflagrada no início do mês passado, a operação investiga um esquema de lavagem de dinheiro de uma facção criminosa na Capital por meio da compra de casas noturnas e realização de shows.

O indiciamento é assinado pelo delegado da Polícia Federal Antonio Flavio Rocha Freire, supervisor da Ficco/MT,  e foi encaminhado para a Justiça nesta quinta-feira (4).

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De acordo com o documento, entre os crimes que o grupo pode responder estão organização criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva.

Também estão entre os indiciados o promotor de eventos Jardel Pires, os empresários Willian Aparecido da Costa Pereira, conhecido como “Gordão”, e Agner Luiz Pereira de Oliveira e o ex-jogador de futebol João Lennon Arruda de Souza (veja lista completa abaixo).

O vereador Paulo Henrique (MDB), que foi alvo de um mandado de busca e apreensão na ação, não consta entre os indiciados.

No documento, porém, o delegado ressaltou que "serão instaurados novos inquéritos policiais para que a investigação possa dar continuidade em relação aos demais investigados que até então não foram objeto de indiciamento e não sofreram medidas constritivas de liberdade".

Foram indiciados:

1 - Ana Cristina Brauna Freitas

2 - Agner Luiz Pereira de Oliveira Soares

3 - Antidia Tatiane Moura Ribeiro

4 - Clawilson Almeida Lacava

5 - Danilo Lima de Oliveira

6 - Elzyo Jardel Xavier Pires

7 - Everton Marcelino Muniz - DJ Everton Detona

8 - Joanilson de Lima Oliveira

9 - Joadir Alves Gonçalves

10 - João Lennon Arruda de Souza

11 - Kamilla Beretta Bertoni

12 - Lauriano Silva Gomes da Cruz

13 - Matheus Araujo Barbosa

14 - Rafael Piaia Pael

15 - Renan Diego dos Santos Josetti

16 - Rodrigo de Souza Leal

17 - Stheffany Xavier de Melo Silva

18 - Vinicius Pereira da Silva

19 - Willian Aparecido da Costa Pereira

20 - Wilson Carlos da Costa 

O esquema 

No indiciamento, o delegado citou que o esquema era liderado por Joadir Alves Gonçalves, vulgo Jogador.

O dinheiro que ele investia na aquisição de casas noturnas e realização de shows, conforme a autoridade policial, saía do recolhimento da venda de drogas, que era feito por Joanilson de Lima Oliveira, conhecido como Japão, e João Lennon Arruda de Souza.

Posteriormente, os valores eram repassados para Willian Aparecido da Costa Pereira, o Gordão, que era proprietário do antigo Dallas Bar e Strick Pub. Ele, então, transferia os valores para os promotores de eventos Rodrigo Leal e Jardel Pires, com objetivo de custear parte dos shows no Dallas e outras casas noturnas.

Conforme o delegado, a investigação identificou que para a realização de determinados shows, Rodrigo e Jardel também contavam com o investimento de um grupo de promoters denominado G12 Eventos, que tinham entre seus membros o DJ Everton Detona e a influencer Stheffany Xavier. 

“Após a realização dos shows, Rodrigo e Kamilla Bertoni repartiamm proporcionalmente o lucro para os membros do G12 e para os integrantes da facção, com plena consciência de todos os envolvidos. Destaca-se a utilização de depósitos fracionados como estratégia do grupo para evitar as identificações dos depositantes e origem ilícita dos valores distribuídos”, destacou o delegado. 

“Além disso, a utilização de estratégias como transferências de dinheiro em espécie e o uso de empresas de fachada para ocultar transações demonstram a ilegalidade das atividades realizadas pela organização”, acrescentou. 

Também foi identificada, segundo o delegado, participação dos sócios nas casas noturnas em que os eventos eram realizados, Clawilson Almeida Lacava, vulgo “Gauchinho” e Lauriano Silva Gomes da Cruz, no intuído de dissimular a propriedade e verdadeira atividade das empresas de eventos.

“Como se percebe, há uma organização criminosa com clara divisão de tarefas, ainda que informalmente, com o objetivo do cometimento dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção, através da realização de shows em casas noturnas no município de Cuiabá/MT, crimes esses previstos, em tese, no art. 2º da Lei nº 12.850/13, art. 1º da Lei nº 9.613/98 e arts. 317 e 333 do Código Penal, respectivamente”, concluiu o delegado. 

www.jlnoticias.com.br

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FONTE/CRÉDITOS: midianews
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