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A Polícia Civil prendeu na madrugada deste domingo (3), em Primavera do Leste, o padrasto de uma criança de apenas 3 anos, principal suspeito de estupro de vulnerável com resultado morte. O caso veio à tona após o Conselho Tutelar acionar as autoridades ao ser informado de que a menina havia dado entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) já sem vida e com hematomas pelo corpo.
Segundo as investigações, o suspeito teria realizado uma chamada de vídeo para a mãe da criança afirmando que a menina não acordava. Diante da situação, um terceiro foi acionado para ajudar no transporte até a unidade de saúde.
Na UPA, equipes médicas tentaram reanimar a criança, mas a morte foi constatada. Durante os procedimentos, foram identificados hematomas pelo corpo e lesões compatíveis com abuso sexual.
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O homem não teve o nome divulgado, mas segundo a polícia, ele tem um vasto histórico criminal, e cumpria pena por tráfico de drogas, tendo deixado a prisão há aproximadamente 2 meses.
Casa apresentava situação insalubre e indícios graves
Durante as diligências na residência da mãe da vítima, localizada no bairro Primavera III, os investigadores encontraram um ambiente considerado insalubre, com comida estragada e condições precárias.
Além disso, diversos elementos reforçaram a linha investigativa de violência sexual, incluindo sangue na roupa íntima da criança, manchas em lençóis e um sachê de lubrificante.
No imóvel também estava outra criança, de 6 anos, que foi retirada imediatamente do local e entregue ao pai biológico.
“O conselho tutelar, imediatamente agiu a fim de localizar o pai desta criança e afasta ela desse ambiente em que se encontrava, e então ela foi entregue ao pai”, destacou o delegado Honório Neto.
Diante do cenário, o crime de maus tratos, também será investigado.
Mãe foi detida, ouvida e liberada
A mãe da vítima foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos e, após depoimento, foi liberada.
“Vamos apurar, se houve maus-tratos, negligência ou eventual conivência diante das condições em que a criança vivia”, frisou o delegado
Suspeito pode responder por crime com pena de até 40 anos
O padrasto deverá ser indiciado por estupro de vulnerável qualificado pela morte, crime cuja pena, após recente mudança legislativa, passou para 20 a 40 anos de prisão.
A Polícia Civil aguarda laudos periciais e demais provas técnicas para consolidar o inquérito.
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JL Notícias
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