A comerciante Rozeli Alves dos Santos, de 42 anos, fraturou o joelho na quinta-feira (13) após a cobertura da arquibancada ser arrancada com a força do vento durante treino que antecede a 10ª etapa da Stock Car, em Cuiabá, no Parque Novo Mato Grosso.

O marido dela, Marcelo Vitor Alves, contou que levou ela no colo até o carro e, de lá, até o Hospital Municipal de Cuiabá, onde permanece internada e deve passar por cirurgia. A filha deles, de 11 anos, também estava junto, mas não se feriu.

"Ela vai ficar sem conseguir andar por 60 dias", desabafou.

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Em nota, o governo estadual disse que todos os envolvidos receberam atendimento imediato pelas equipes médicas presentes no local e destacou que as atividades previstas para esta sexta-feira (14) foram retomadas normalmente.

Segundo os bombeiros, três pessoas ficaram com ferimentos leves e foram socorridas. Contudo, Marcelo contou que ao entrar no hospital presenciou outros oito meninos reclamando de dores na cabeça em decorrência do incidente. 

"Foi tudo muito rápido. Foi como uma cena de guerra. Um horror, todo mundo correndo e aquela poeira. A gente pensou que a poeira era dos dois carros que saíram da pista, mas era o vento mesmo. Se tivesse percebido que era o vento, a gente teria descido [da arquibancada] antes", contou.

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Com o impacto da rajada, Marcelo disse que a arquibancada tremeu e as pessoas saíram, em pânico, pelo único acesso ao local. Ele contou que tirou a filha, no primeiro momento, e depois voltou para ajudar a esposa, quando se deu conta que ela havia sido atingida por uma barra de ferro no joelho e não conseguia mais caminhar por conta própria.

"Eu peguei minha esposa no colo e a levei até as ambulâncias, mas não tinha nenhum paramédico no momento", disse. Ele contou que viu várias pessoas se aglomerando próximos aos veículos na tentativa de se protegerem das barras de ferro da estrutura solta, que rebatia no ar a cada rajada de vento.

Diante disso, ele ajudou a levar as pessoas para dentro da ambulância para se protegerem dessas barras.

Os bombeiros informaram ainda que uma equipe da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) estimou que o vento foi superior a 60 km por hora, o que veio acima do previsto pelo alerta da Defesa Civil, que previa ventos de 40 a 60 km/h.

Contudo, o Ministério Público do estado entrou com ação na Justiça pedindo para que as arquibancadas não sejam usadas pelo público e cobrou uma multa diária de R$ 80 mil, caso seja descumprida.

O juiz Bruno D'Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas da Comarca de Cuiabá, negou o pedido do MP. Na decisão, o magistrado considera que não há elementos suficientes para uma interdição imediata do local.

FONTE/CRÉDITOS: g1mt