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O segundo Encontro das Mulheres Indígenas reuniu cerca de 300 mulheres de todas as etnias do estado na aldeia Tatuí, localizado na Terra Indígena Apiaká Kaiabi, em Juara, a 690 km de Cuiabá. O evento ocorre até esta sexta-feira (10).
As atividades buscam valorizar as danças e cantos tradicionais das diferentes etniais reunidas e o objetivo da ação busca melhorias para a vida da mulher indígena, com incentivo à participação política, difusão sobre conceitos de economia, saúde, alimentação, violência e violações.
Segundo a enfermeira Ludmila Martins, do Distrito de Saúde Indígena (Dsei), o encontro tem sido de grande importância para a cultura dos povos originários.
"O encontro está sendo muito rico, com cantos e danças. Através disso, elas conseguem demonstrar o que estão sentindo. Essa é uma ótima troca de saberes indígenas entre as diferentes etnias", afirmou.
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Segundo Encontro de Mulheres Indígenas em MT — Foto: Reprodução
O tema do evento "Quando se unem, crescem como os rios", tem como objetivo mostrar às mulheres a força da união entre os povos, com incentivo à participação política, explicações sobre direito econômico, saúde, alimentação, combate a violência e violações.
As participantes precisaram levar redes, barracas, colchonetes, cobertores e itens de higiene, segundo orientação da organização. Em relação à alimentação, as integrantes levaram o respectivo prato, talher e copo, para evitar lixo na aldeia e respeitar as normas de biossegurança contra a Covid-19.
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Grupo de mulheres indígenas durante atividades no Segundo Encontro de Mulheres Indígenas — Foto: Reprodução
Indígenas
Os povos indígenas estão espalhados no estado em sete regiões políticas, sendo Cerrado Pantanal, Xavante, Xingu, Araguaia, Norte Kayapó, Noroeste e Vale do Guaporé, segundo a Federação dos Povos Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt).
A primeira vez que ocorreu o encontro entre as mulheres indígenas do estado foi em 2017. Na ocasião, foi discutido o Programa Global Redd Ealry Movers (REM). No encontro deste ano, o compromisso do movimento feminino dos povos originários foi fortalecido.
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JL Notícias