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Num jogo de nível técnico ruim, o Flamengo fez valer sua superioridade e venceu o Cuiabá por 2 a 0 no Maracanã. Ayrton Lucas e Gabigol marcaram.
O triunfo interrompeu uma sequência de três jogos sem vitórias do Flamengo.
Os rubro-negros ainda não mostraram evolução com Dorival Júnior, porém não foram ameaçados em nenhum momento do jogo. A questão da efetividade também precisa ser trabalhada, já que apenas duas das 16 finalizações entraram.

Gabriel Barbosa conduz a bola no ataque do Flamengo contra o Cuiabá (Foto: Marcelo Cortes)

O jogo começou com o Flamengo todo no campo de defesa do Cuiabá, e a resposta foi imediata. Aos cinco minutos, após bela jogada individual, Ayrton Lucas abriu o placar em finalização que pareceu um misto de chute e cruzamento.
Depois do gol, o Flamengo sofreu com lesões. Primeiramente David Luiz levou a mão à coxa direita. Depois Bruno Henrique sofreu lesão no joelho direito em imagem muito forte diante de Marllon. O Cuiabá passou a chegar mais, porém em nenhum momento levou perigo
O Flamengo foi levemente superior na etapa, com mais posse de bola (61%) e finalizações (7 a 5), mas perdeu penetração após a entrada de Vitinho no lugar de Bruno Henrique.
Embora não tenha encantado, o Flamengo foi melhor na etapa final. Foram nove finalizações a zero para os rubro-negros.
Se o Cuiabá não chegou no gol flamenguista, os donos da casa também tiveram dificuldade para criar chances efetivas.
De tanto martelar, no fim, Gabigol fez um gol em bonita jogada coletiva. Vitinho, Arrascaeta e o camisa 9 deram os últimos toques na bola.
Agora com 15 pontos, o Flamengo volta a campo no domingo, às 16h (de Brasília), no Mineirão. O Cuiabá, 18º colocado com 12, joga no sábado, às 19h (de Brasília), na Arena Pantanal.
Mesmo com a derrota para o Flamengo, António Oliveira se sentiu orgulhoso do Cuiabá. Dentro de suas perspectivas de evolução, o revés por 2 a 0 na noite desta quarta-feira, no Maracanã, pela 12ª rodada do Brasileirão, não foi uma tragédia.
- Foi uma apresentação competente, dentro daquilo que são os princípios que nos regem. Perdemos muitas situações de duelo que nos massacrou e nos penalizou. O Ayrton [Lucas] até teve alguma sorte no gol. O segundo gol nasce de uma transição em que estávamos com a bola.
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António Oliveira, técnico do Cuiabá, em ação contra o Flamengo — Foto: AssCom Dourado
- Estou muito orgulhoso, não da derrota, mas pelo trabalho que foi desenvolvido. Foi mais um passo dentro do crescimento desta equipe. Vai evoluir e crescer ainda mais. É evidente que preferíamos ter ganho, nem empatado, pois acho que a mentalidade do clube tem que alterar. Orgulhoso pelo trabalho dos jogadores e triste pelo resultado do jogo.
Oliveira criticou a atuação do árbitro Sávio Pereira Sampaio, sobretudo no lance do segundo gol da equipe carioca, marcado por Gabigol. Para o treinador, houve falta em João Lucas no início da jogada, não assinalada. Além disso, ele acredita que os times não foram tratados de forma igualitária pelo homem do apito.
- Temos que ser tratados da mesma forma. O Flamengo é um grande clube, mas há que se respeitar o Cuiabá. É um lance de falta no segundo gol, que o árbitro não dá. Ele segue a lei da compensação, que é a lei mais boba que existe no futebol. Não podemos compensar algo que erramos. Como já estava 2 a 0, já estava mais ou menos controlado, não assinalou mais nenhuma falta do Flamengo e deu todas do Cuiabá. O Flamengo é um grande clube, tem uma grande torcida, um grande treinador e grandes jogadores, não tem essa necessidade. Temos que olhar para os clubes da mesma forma, é isso que eu peço. Acho que o senhor Sávio e toda sua equipe tem pontos para melhorar.
Com a derrota, o Cuiabá permanece com 12 pontos e segue na zona de rebaixamento, na 18ª colocação. O próximo compromisso é contra o Ceará, no sábado, às 18h (de MT), na Arena Pantanal, pela 13ª rodada do Brasileirão. Oliveira analisa o duelo como uma "final".
- Não há tempo para lamentações. Há tempo para trabalhar, para fazermos uma auto análise e corrigirmos os erros. Aproveitar as coisas boas que fizeram, pois no sábado é uma final pra gente, como vão ser todos os jogos até o final da temporada. O Cuiabá precisa pensar grande. Juntos caminharmos todos no mesmo caminho, para atingirmos os objetivos. Porque se formos pensar somente no limite, que é atingir a manutenção, no máximo só vamos atingir isso. Portanto, precisamos pensar alto, alterar a mentalidade do clube, fazê-lo crescer cada vez mais. É uma das minhas missões, ajudar esse clube a crescer não só dentro do campo, mas também fora dele.
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JL Notícias