Uma trama de perversidade, omissão e violência física chocou o Sul de Santa Catarina neste fim de semana. No último sábado (8), uma operação conjunta entre as polícias Civil e Militar resultou na prisão preventiva de um casal acusado de transformar a vida de uma adolescente de 12 anos em um verdadeiro inferno doméstico.

O GRITO DE SOCORRO NO BANHEIRO 

O castelo de horrores começou a ruir quando professoras de uma escola local encontraram a menina em estado de choque e desespero absoluto dentro do banheiro da unidade escolar. Aos prantos, a adolescente implorava para não ser mandada de volta para casa. O relato de pavor imediato mobilizou o corpo docente, que acionou as autoridades, dando início à investigação conduzida pela delegada Jucinês Dilcinéia Ferreira.

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ANOS DE ABUSO E CÁRCERE PRIVADO

Segundo as investigações da Delegacia de Polícia de Grão Pará, o padrasto praticava atos libidinosos e conjunção carnal de forma sistemática contra a vítima desde que ela tinha apenas 9 anos de idade. Foram três anos de abusos constantes.

O episódio mais recente e alarmante ocorreu no último dia 3 de março de 2026, quando o agressor teria trancado a residência e escondido as chaves, impedindo que a menina saísse de casa, configurando uma situação de cárcere para garantir a continuidade da violência. Exames da Polícia Científica confirmaram ruptura himenal antiga, o que comprova tecnicamente a narrativa de agressões sexuais reiteradas ao longo dos anos.

MÃE: DE PROTETORA A CÚMPLICE E AGRESSORA

O ponto que mais causa indignação no inquérito policial é o papel da genitora. A investigação revelou que a mãe não apenas tinha pleno conhecimento dos abusos, como agia ativamente para proteger o criminoso.

Para silenciar a filha, a mulher tratava as denúncias como “mentiras” e chegava a agredir fisicamente a adolescente como forma de punição por ela tentar relatar o que sofria. A mãe foi presa por omissão e conivência, sendo considerada peça-chave na manutenção do ciclo de violência.

FUGA DE CHAPECÓ E PRISÃO EM GRÃO PARÁ

A polícia descobriu que a família já possuía um histórico de denúncias. Em Chapecó, onde residiam anteriormente, dois boletins de ocorrência já haviam sido registrados pelos mesmos fatos. No entanto, o casal conseguia escapar da justiça abandonando as cidades sempre que as investigações avançavam.

Desta vez, a resposta foi implacável. Com atuação destacada do agente Adriano Heidemann na colheita de provas, a autoridade policial representou pelas prisões preventivas, que receberam parecer favorável do Ministério Público e foram decretadas pelo Poder Judiciário.

Após os procedimentos legais, o padrasto e a mãe foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça. A adolescente agora está sob proteção do Estado e deve receber acompanhamento psicológico para lidar com as marcas profundas deixadas por anos de abuso e traição familiar.

FONTE/CRÉDITOS: olhovivomt