A Câmara de Vereadores de Barra do Bugres (MT) não alcançou o número de votos necessários para cassar o mandato do vereador Laércio Norberto Júnior, preso em abril deste ano por suspeita de agredir a namorada e ex-servidora da Casa.

A votação ocorreu nessa segunda-feira (27), durante a sessão de julgamento do processo político-administrativo que apurava suposta quebra de decoro parlamentar.

Ao todo, quatro vereadores se abstiveram de votar, impedindo por voto que fosse atingido o quórum qualificado de oito votos exigido para a cassação do mandato.

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Segundo o documento que instaurou o processo, a denúncia foi apresentada por um morador e aponta a suposta prática de infrações político-administrativa e quebra de decoro parlamentar por parte do vereador, pelo suposto caso de violência doméstica o qual ele é investigado. Os detalhes da denúncia não foram divulgados.

Laércio, conhecido como Júnior Chaveiro, está afastado das atividades desde abril deste ano e agora tenta retomar o cargo. No dia 14 deste mês, ele foi solto após a vítima retirar a denúncia de agressão.

Veja como votou cada vereador:

  • Alex Costa Aguiarv (União) - abstenção
  • Andreson B. Oliveira Lima (PSDB) - abstenção
  • Antonio Manuel de Souza (PP) - abstenção
  • Claudia Santana Barbosa (PP) - a favor
  • Donizete Martins Pereira (PRTB) - a favor
  • Fábio Jamil de Arruda Almeida (PRTB) - a favor
  • Ivonilson Pereira Prado (PR) - a favor
  • Natanael Morais de Almeida (PL) - a favor
  • Silvestre Fernandes da Silva (NOVO) - abstenção
  • Silval Jesus Gomes de Souza (PL) - a favor
  • Cleide Rodrigues de Oliveira (PR) - a favor

Na época dos fatos, o vereador negou as acusações de violência doméstica e afirmou que vai provar a inocência na Justiça. Segundo ele, não houve agressão e o caso teria sido uma situação de defesa.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Fernando Marques, a agressão teria ocorrido na casa do vereador, por volta das 4h30, após o evento, em Barra do Bugres. Segundo o depoimento da vítima, o suspeito usou uma chave de rodas para cometer as agressões. Ela disse que não sabe o que motivou o ataque.

Inicialmente, o pedido de prisão havia sido negado por um juiz plantonista. No entanto, após nova solicitação do Ministério Público, a decisão foi revista, e o mandado de prisão foi expedido pelo juiz responsável pelo caso.

À época, o Partido Liberal (PL) e a Câmara Municipal decidiram afastar o vereador. A sigla também abriu um processo interno que pode expulsão definitiva do parlamentar.

FONTE/CRÉDITOS: g1mt