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A campanha do presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (24) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve 154.085 inserções de rádio a mais do que o candidato do PL. De acordo com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, uma auditoria detectou a distorção e uma denúncia foi protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número representaria 18,24% a menos.
Segundo a campanha de Bolsonaro, as inserções de rádio do presidente que deixaram de ser veiculadas correspondem a 1.283 horas de conteúdos não exibidos. De acordo com a equipe do chefe do Executivo, o Nordeste foi a região com o maior percentual de inserções não divulgadas: 29.160.
"Nós estamos sendo cerceados e agora o TSE vai investigar para saber porque as rádios fizeram isso, para saber de que forma foi feito isso. Isso é uma grave violação do sistema eleitoral", afirmou ministro.
O texto afirma que a situação mais grave seria na Bahia. "Em nova ilustração da enorme desproporção, considerando-se o dado bruto de 7.000 inserções: 3.500 (três mil e quinhentos) minutos, ou seja, 58h e 20min a mais de exposição nas rádios baianas", completa o texto.
"Se a gente olhar todas as rádios, elas estão dando mais inserções de um lado. Tem rádios na Bahia que, a cada quatro inserções, três eram do PT e uma era do presidente Bolsonaro”, comentou Faria.
“Queremos apenas uma coisa: o mesmo direito e o mesmo tratamento. São todos os dias tendo que desmentir notícias falsas e, agora, sem conseguir chegar nas rádios. E todos nós sabemos que povo do Nordeste escuta mais rádio”, acrescentou.
Chefe de comunicação da campanha de Bolsonaro, Fabio Wajngarten disse que a falta de publicação das inserções do presidente é um caso grave e que isso pode interferir no resultado das eleições. “Fomos censurados em transmitir a nossa mensagem. Todas as inserções não divulgadas correspondem a 53 dias de programação ininterrupta de um único veículo. Esse é o tamanho da desigualdade que a campanha do presidente vem sofrendo no segundo turno.
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JL Notícias