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Perguntado a AGER-MT sobre um possível rompimento da Barragem em Paranatinga, a Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso informou ao portal JL Notícias que não existe riscos de rompimentos na PCH conforme nota abaixo.
Nota AGER-MT
A fiscalização realizada pela AGER-MT não identificou falha estrutural, anomalia grave ou risco iminente de rompimento na barragem da PCH Paranatinga II.
A penalidade mantida pela AGER-MT, em 18/09/2026, decorre estritamente de descumprimentos de obrigações regulatórias e preventivas, e não por defeitos na estrutura física da usina. Os fatos se referem à Informação divergente em sistema regulatório (Formulário de Segurança de Barragem do ciclo 2023/1) e falta de efetiva implantação do Plano de Ação de Emergência (PAE) no Campo.
O Plano de Ação de Emergência (PAE) é o documento que estabelece os procedimentos de alerta e evacuação da população em caso de incidentes. A fiscalização constatou que o plano não estava devidamente implantado na prática, destacando-se a ausência de instalação das placas físicas de rota de fuga e a falta de comprovação adequada da realização de treinos e simulados práticos com a participação efetiva da comunidade afetada.
A AGER-MT reforça que a exigência do cumprimento rigoroso das rotinas de emergência, sinalização e comunicação transparente é dever legal do empreendedor e permanece monitorando e fiscalizando as usinas hidrelétricas no Estado de Mato Grosso para assegurar a regularização de todas as pendências e a segurança contínua da população.
A PCH Paranatinga II, desenvolvida pela CESBE Engenharia para o Grupo Cornélio Brennand, foi entregue em 2008 e está localizada em Mato Grosso. Esta pequena central hidrelétrica contribui significativamente para a diversificação da matriz energética regional, utilizando os recursos hídricos disponíveis de forma sustentável.
O projeto envolveu a utilização de 32.000 m³ de concreto estrutural, além de 580.000 m³ de escavação em rocha. A construção da barragem de enrocamento com núcleo de argila, com um total de 351.000 m³, foi um componente crucial para garantir a segurança e a eficácia da usina na retenção e controle do fluxo de água.
A PCH Paranatinga II é um exemplo de como a energia hidrelétrica pode ser gerada de maneira responsável e eficiente, ao adotar práticas de construção sustentáveis e promover o uso consciente dos recursos naturais.
Apoio: Nayara Takahara
Reportagem: Alan Almeida
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