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A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), por meio de nota, demonstrou claro descontentamento e indignação com o Governo Federal, acusando uso do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como meio para criminalizar o agronegócio. A prova foi realizada nesse domingo (5), em todo o Brasil.
O posicionamento da entidade segue o mesmo da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), que se sentiu atacada e enxergou claro "cunho esquerdista" nas questões aplicadas no Exame. A questão 71 (caderno azul) no Enem 2023 alerta para o “avanço da soja” na Amazônia, que seria responsável pelo desmatamento do bioma, e responsabiliza “grileiros, madeireiros e pecuaristas”.
"O teste trouxe, destemidamente, ataques ao agronegócio e críticas ao capitalismo. O que mais nos preocupa é a falta de conhecimento técnico e o despreparo dos entes envolvidos na elaboração da prova. Estamos falando de uma prova que avalia e prepara estudantes para ingressarem no ensino superior. E qual o perfil dos profissionais que queremos formar? De qual educação estamos falando?", questionou.
A resposta que melhor explica o problema é a "apropriação de terras devolutas". Diante deste cenário, a entidade afirmou que "enquanto Federação, representante legal dos produtores rurais de Mato Grosso, nos sentimos desrespeitados e injustiçados com tamanha imoralidade".
"Absurdo! Essa afirmação mostra a ausência de conhecimento e embasamentos relacionados às cadeias produtivas do agronegócio. A questão é uma prova física da ignorância e desrespeito com o setor e com a sociedade de modo geral", destacou.
A Famato alega que de acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em Mato Grosso, os produtores são responsáveis por preservarem 43,6% do estado, que ainda detém 15,4% de seu território composto por terras indígenas e 5,5% por unidades de conservação, o que totaliza 64,5% do solo estadual preservado. Conforme a entidade, apenas 32,7% do solo de Mato Grosso é destinado ao uso agropecuário, sendo 19,8% para pastagens e 12,9% para agricultura.
"Analisando o bioma Amazônia, dos 48,65 milhões de hectares, 44,78% são preservados pelos produtores. Em seguida, a maior utilização é com pastagem (20,38%) e Terra Indígena (17,80%). Nesse bioma, a área voltada para agricultura representa apenas 11,13%. O novo código florestal diz que as propriedades rurais devem preservar no mínimo 80% do bioma, além de Áreas de Preservação Permanente (APP)", concluiu em trecho da nota.
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JL Notícias