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O deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL) classificou como um “show de horrores” a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que discutiu a possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.
O julgamento, realizado nesta terça-feira (15), foi marcado por discussões entre ministros e terminou sem uma decisão após Flávio Dino pedir vista. A Corte analisa um relatório da Polícia Federal que relaciona Moraes ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. (Agência Brasil)
Para Medeiros, os embates registrados durante a sessão reforçam a necessidade de uma atuação mais firme do Senado na fiscalização dos integrantes do Supremo.
“É um misto de sentimento de revolta com uma tristeza profunda em estar em um país onde tantas coisas ruins acontecem ao mesmo tempo. O que se viu nesse julgamento do STF foi mais uma ação da Suprema Corte para destruir a democracia brasileira, se tornando um superpoder, acima de todos os outros”, afirmou.
O parlamentar também acusou ministros da Corte de tentar impedir o avanço das apurações. A declaração representa a avaliação política de Medeiros sobre o episódio. A sessão, porém, concentrou-se inicialmente em uma questão de ordem sobre se os casos envolvendo Moraes e o ministro André Mendonça deveriam ser analisados conjuntamente. (Agência Brasil)
“É inadmissível que nosso Judiciário tenha se transformado nisso que vimos durante esse julgamento”, disse.
Medeiros aproveitou o episódio para defender a eleição de senadores dispostos, segundo ele, a exercer com maior rigor as atribuições constitucionais da Casa em relação aos ministros do Supremo.
O deputado afirmou que o Senado falhou ao não dar andamento a pedidos de impeachment apresentados contra integrantes da Corte nos últimos anos.
“A importância de termos um Senado forte é justamente para impedir que esse tipo de problema, que envergonha e causa indignação na população brasileira, continue acontecendo”, afirmou.
“Se o Senado tivesse colocado à frente os pedidos de impeachment contra os ministros do STF que cometeram crimes, hoje não teríamos esse monstro que se transformou o Poder Judiciário”, acrescentou.
A Constituição atribui ao Senado competência para processar e julgar ministros do STF em crimes de responsabilidade, além de aprovar, após sabatina, as indicações feitas pelo presidente da República para a Corte.
Nas eleições deste ano, estarão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado — dois terços da Casa. Os eleitos terão mandato de oito anos.
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JL Notícias
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