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prefeito Léo Bortolin, de Primavera do Leste (a 232 km de Cuiabá) e presidente eleito da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), teme que a chamada "Moratória da Soja e da Carne" possa "quebrar” municípios do Estado que tem sua economia pujante por meio da agropecuária.
A moratória imposta pela União Europeia visa impedir a aquisição de produtos oriundos de áreas desmatadas, ainda que legalmente, conforme legislação brasileira.
“A questão da moratória da soja não é algo de interesse só do produtor rural, mas da vida dos municípios. Você imagina que tem cidades onde houve a abertura de área depois de 2008, ou seja, desmatamento legal e que a partir de um acordo privado que sobrepõe a legislação de livre comércio brasileira, vai impedir esses municípios de poder fazer a venda tanto dos produtos da commodities quanto da pecuária. Então, isso significa o que? Quebrar algumas partes do estado de Mato Grosso que hoje têm o seu bioma predominantemente no bioma da Amazônia”, destacou.
Na semana passada, Léo esteve acompanhado de cerca de 90 prefeitos e entidades mato-grossenses, ligadas ao agronegócio para pedir ajuda do governador Mauro Mendes (União Brasil) por entenderem que as moratória é uma afronta das grandes empresas signatárias, responsáveis por intermediarem a venda brasileira à Europa.
A União Europeia rejeita a aquisição de produtos oriundos de novas áreas desmatadas, embora o produtor tenha hectares disponíveis. Por exemplo, no bioma amazônico, a legislação permite o desmatamento de 20% da área do produtor, porém, se tiver desmatado apenas 10% e quiser ampliar, dentro área que lhe permitida, as signatárias rejeitariam a compra, afrontando a lei brasileira.
Mauro Mendes firmou o compromisso de encontrar saídas para o setor. Muitos dos produtores pediram o corte de incentivos às empresas intermediárias, que são favoráveis ao impedimento da produção, mesmo que em áreas asseguradas na legislação.
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JL Notícias