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Uma modalidade conhecida como “sequestro de bezerros” tem trazido respostas animadoras para os criadores que buscam engorda rápida para que os animais possam ir para o abate mais cedo.
Na fase de transição entre seca e chuva, os filhotes desmamados são retirados do pasto e levados para confinamento. Depois, eles voltam para o pasto com suplementação de ração. Mas o acompanhamento das provas de ganho de peso tem revelado que a estratégia pode ser mudada na fase de terminação.
Na fazenda experimental da Associação dos Produtores de Nelore de Mato Grosso, em Cuiabá, quase 600 animais de 20 pecuaristas participam de uma pesquisa de campo chamada “prova de ganho de peso”. Porém, 123 cabeças se desenvolveram bem mais do que o esperado, surpreendendo os pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT).
Por isso, tiveram o destino modificado. Decidiu-se confiná-los novamente para que o abate possa ser feito 90 dias antes do previsto.
“Os animais começaram o confinamento com 440 quilos, serão abatidos com 600 quilos - média de 23 arrobas. A idade média desses animais é de 20 a 22 meses e o ganho médio diário deles foi de 1,6 kg por dia. Como a gente pode ver, a formação de carcaça é excepcional e o rendimento deles de carcaça é de, em média, 50%”, explica a zootecnista doutoranda da UFMT, Jarliane Souza.
O confinamento exige cuidados. Para que o gado não fique o dia todo exposto ao sol é preciso uma área sombreada e a alimentação deve ser equilibrada. Por isso, o trator abastece as cocheiras duas vezes por dia - de manhã e no fim da tarde.
“Nós temos que formular uma dieta pensando em máximo aporte proteico, aporte energético, balancear vitaminas e minerais para que a gente não tenha nenhum problema sanitário. Então a gente tá trabalhando com DDG [dried distillers grains - grãos secos de destilaria, em português], com milho moído, com bagaço de cana como volumoso, núcleo vitamínico mineral com aditivos, pensando em segurança e proteção e máxima performance e também ureia. ”, acrescenta a zootecnista Nathália Dias.
O presidente da Associação dos Produtores de Nelore, Aldo Rezende Telles, explica que o regime de confinamento aumenta os gastos com ração animal, mas pode ser compensado com a redução do tempo de engorda. No caso dos 123 animais pesquisados, três meses a menos do que o restante do rebanho.
“Hoje, o maior importador que temos é a China. Nós acreditamos que esses 123 animais serão exportados para lá. Nós vendíamos a arroba de boi, um ano atrás, por R$ 330. Hoje, estamos vendendo a arroba, muito bem vendida, a R$ 315. E todos os produtos que nós utilizamos para engordar o boi subiram. Então, realmente, nós estamos vivendo um momento não tão lucrativo. Mas quando você já está com esse trabalho, você tem o equipamento, você acredita que a melhora está próxima e que já já volta ao normal e que a gente tenha bons resultados.”, diz.
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JL Notícias